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Espanha x Alemanha: Fúria mantém base maior da Euro-2008

Casillas troféu Eurocopa Espanha 2008Casillas levanta a taça da Euro (Foto: Getty Images)

Dois anos foram suficientes para a Alemanha mexer em seu núcleo. Do meio-campo da equipe que perdeu a final da Eurocopa para a Espanha há dois anos, resta apenas Schweinsteiger. Frings, Hitzlsperger e Ballack, antes titulares, não disputam a Copa do Mundo da África do Sul. Foram substituídos por três jovens bons de bola: Khedira, 23 anos, Özil, 21, e Müller, 20.

A Espanha, com gol de Fernando Torres, venceu a decisão de 2008. De lá até o reencontro, nas semifinais da Copa do Mundo, nesta quarta-feira, a Fúria manteve uma base maior do que a Alemanha. Casillas, Sergio Ramos, Puyol, Capdevila, Iniesta, Xavi e Fernando Torres jogaram aquela decisão e seguem entre os 11 agora. Marchena, Fábregas e David Silva perderam lugar no time, mas seguem figuras importantes no elenco. David Villa já empilhava gols, como faz agora – é o artilheiro isolado do Mundial, com cinco gols.

A Alemanha manteve a dupla de frente, com Podolski e Klose, e parte do sistema defensivo, sustentado em Lahm, Friedrich e Mertesacker. Seguiu sólida e abriu espaço para um meio-campo mais criativo, o cérebro das goleadas sobre Austrália (4 a 0), Inglaterra (4 a 1) e Argentina (4 a 0). Os tricampeões mundiais parecem mais prontos do que nunca para a revanche. Mas o técnico da Espanha, Vicente del Bosque, duvida que haja sentimento de vingança do outro lado.

– Dois anos, no futebol, é muito tempo. Falar de revanche entre grandes seleções não existe. Os alemães estarão motivados para jogar uma final de Copa de Mundo, e nós teremos o mesmo espírito. Creio que isso já é motivação suficiente – disse Del Bosque.

Sergio Ramos Espanha Bastian Schweinsteiger Alemanha Eurocopa 2008Sergio Ramos e Schweinsteiger disputam bola em 2008. Eles se reencontram na quarta (Foto: Getty Images)

A visão, entre os espanhóis, é de que a Alemanha está mais forte agora. A Fúria, já envolvida em uma pressão natural por resultados, encara a responsabilidade de não dar chance ao rival em um dos jogos mais importantes que já viveu. E precisa se livrar dos problemas causados por seu próprio protagonismo. Os oponentes, desde o título da Euro-2008, respeitam mais “La Roja”.

– Tomara que tenhamos mais continuidade, mas temos sempre rivais que nos conhecem e que não nos deixam jogar com facilidade. De dois anos para cá, isso tem sido uma constante. Cada vez mais as equipes se preparam para combater o nosso futebol – observou Del Bosque.

Uma diferença importante está no comando das duas seleções. Joachim Löw continua à frente da equipe alemã, mas Luís Aragonés deixou a Fúria. Espanha e Alemanha vão a campo às 15h30m (de Brasília) de quarta-feira, no estádio Moses Mabhida, em Durban. O vencedor pegará Holanda ou Uruguai na decisão da Copa do Mundo.

Compare as escalações:

Alemanha na final de 2008 Base da Alemanha em 2010
Lehmann; Friedrich, Metzelder, Mertesacker e Lahm; Frings, Hitzlsperger, Ballack e Schweinsteiger; Podolski e Klose Neuer; Lahm, Friedrich, Mertesacker e Boateng; Khedira, Schweinsteiger, Özil e Müller; Podolski e Klose

 

Espanha na final de 2008 Base da Espanha em 2010
Casillas; Sergio Ramos, Marchena, Puyol e Capdevila; Marcos Senna, Iniesta, Xavi, Fábregas e David Silva; Fernando Torres Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta; David Villa e Fernando Torres

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