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G1 – Revistado por PM paulista, padre de Goiás posta crítica na web: ‘indecente’

Padre Robson, reitor do Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade, Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)Padre Robson, reitor do Santuário do Divino Pai
Eterno, em Trindade (Foto: Reprodução/Facebook)

O padre e reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno de Trindade, Robson de Oliveira, desabafou no seu perfil em uma rede social após passar por uma situação que ele considerou “indecente e constrangedora” em São Paulo, na noite de quinta-feira (25).

Segundo o relatou no Facebook, ele foi abordado por policiais militares, que fizeram revista nele e nos demais ocupantes do veículo, sem pedir os documentos de identificação. “Fizeram toda aquela revista indecente em nós. Me senti muito mal e invadido com aquilo, confesso que fiquei com lágrimas nos olhos”.

De acordo com o padre Robson, ele e um grupo estavam indo do Rio de Janeiro, onde participou da Jornada Mundial da Juventude, até Guarulhos, em São Paulo, para entregar um material a uma gravadora. Após sair do local, foi abordado pelos policiais.

Segundo o religioso, ele estava vestido como padre, mas mesmo assim, os agentes exigiram que ele descesse do carro e o revistaram. “O motorista disse que eu era sacerdote. Sem pedir documento algum, nos mandaram colocar as mãos na parede, no meio da rua”, relatou. Só depois da ação, a identificação teria sido solicitada pelos agentes.

A Polícia Militar de São Paulo informou ao G1 que as abordagens seguem um padrão, independentemente da localidade. “Primeiro são levados em conta os critérios de segurança. Depois, fazemos a revista aos indivíduos, ao veículo no qual eles estão e só depois solicitamos os documentos. Sabemos que o procedimento pode gerar constrangimentos, por isso sempre agradecemos a compreensão das pessoas”, explicou o major Marcel Lacerda Soffner, assessor de imprensa da corporação.

O padre disse que durante toda a revista, que durou cerca de 20 minutos, os PMs permaneceram com armas apontadas para ele. “Meu constrangimento foi tão grande que não disse uma palavra e, justamente por ter ficado em absoluto silêncio, acabei deixando-os ainda mais irritados”, relatou.

O major Soffner reiterou que as abordagens policiais são necessárias para manter a ordem e que a PM de São Paulo está à disposição do padre Robson para “possíveis esclarecimentos”.

Padre Robson de Oliveira desabafou em uma rede social após revista policial em São Paulo (Foto: Reprodução/Facebook)Padre Robson desabafou no Facebook após revista policial em São Paulo (Foto: Reprodução/Facebook)

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