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MIBR ou FURIA: quem pode ir mais longe no CS:GO em 2020? Veja análise | cs:go

Entre as principais equipes do cenário internacional de Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO), MIBR e FURIA prometem intensificar o embate pelo posto de melhor time brasileiro em 2020. Com possibilidades, condições e estilos distintos, ambas as equipes entram na próxima temporada possuindo objetivos claros: conquistas de campeonatos e evolução no ranking da HLTV.

A princípio, é necessário levar em consideração o momento como os dois principais times brasileiros no exterior terminaram o ano de 2019. No caso, a MIBR vive uma das piores fases de sua história, chegando a não conquistar um único título no último ano, feito que não acontecia com Gabriel ”FalleN” e Fernando ”fer” em uma mesma equipe desde 2014. Por outro lado, a FURIA está no melhor momento da sua recente história, chegando a constar na maioria dos eventos de grande porte e até ser considerada, por muitos, o melhor time brasileiro do momento.

Kaike “KSCERATO” e Gabriel “FalleN” são os principais líderes de FURIA e MIBR, respectivamente — Foto: Reprodução

Muito além dos números de conquistas, as frequentes decepcionantes performances em grandes campeonatos criaram um rótulo negativo na MIBR, que apostou em inúmeras trocas de jogadores durante toda a temporada. Ainda que tenha disputado a maioria dos campeonatos de grande expressão, o time chegou a conquistar, no máximo, o terceiro lugar do pódio em duas ocasiões. Sendo assim, pelo péssimo ano envolvendo pífias campanhas em pequenos e grandes torneios, a maior organização brasileira de CS:GO é uma incógnita em 2020.

Com a line up formada por quatro jogadores brasileiros e um estrangeiro, além de um treinador brasileiro, a MIBR chega em 2020 pressionada por resultados e com sede de mudança em relação ao ano anterior. Portanto, para evitar que aconteça os mesmos erros recentes na maior organização brasileira da história do jogo, o planejamento precisa ser bem claro, principalmente para a própria comunidade.

Diferentemente do ano passado, quando apostou em um projeto completamente brasileiro, a MIBR começará a nova temporada possuindo um estrangeiro como a principal esperança de dias melhores. Recentemente contratado, o argentino Ignacio “meyern” foi nomeado como o substituto do LUCAS1, que deixou o time com poucas atuações de destaque.

meyern em sua estreia pela MIBR no cs_summit 5 — Foto: Reprodução/Twitter

Com excelentes estatísticas pela Sharks, o jovem jogador conseguiu demonstrar um potencial capaz de impactar positivamente no time a longo prazo. Nos poucos jogos em que atuou na organização brasileira, mesmo com a equipe sendo derrotada na maioria deles, meyern foi um dos destaques individuais e criou um esboço de otimismo na própria torcida para a próxima temporada.

Além do mais, a forma tática e individual demonstrada pela MIBR na última temporada pode e tende a ser consertada pela influência agressiva do jovem argentino de 17 anos. Diante disso, a definição de um estilo de jogo bem estabelecido deve ser um dos fatores determinantes no planejamento futuro da organização.

Ainda assim, mesmo sem convencer com inconstantes performances, o elenco atual, no papel, pode render mais em 2020 do que desempenhou no último ano. Para isso, antes de tudo, é necessário haver uma melhora individual principalmente nos “medalhões” da equipe, visto que nada adianta possuir um coletivo encaixado se cada respectivo jogador não consegue extrair o máximo de si mesmo. Além disso, com exceção das idas e vindas de jogadores, Wilton “zews” precisará se reinventar como treinador para dar uma nova cara à organização, que parece ter estagnado no tempo e chega mais do que pressionada por resultados de expressão no ano que vem.

Elenco da MIBR com a nova camisa para 2020 — Foto: Reprodução/Twitter

Em contrapartida, a FURIA vive uma ascensão que parece não ter fim. Desde quando a organização se mudou para os Estados Unidos, a line up brasileira ganhou notabilidade e entrou no hall das mais respeitadas de momento no cenário internacional. De forma diferente da MIBR, a FURIA decidiu realizar uma única transferência em 2019. Surpreendentemente, Rinaldo “ableJ”, que havia sido a última movimentação da organização na formação da line up em 2018, foi substituído por Henrique “HEN1”, que caiu como uma luva e fez com que o time evoluísse ainda mais.

Participando da maioria dos eventos de maior renome em 2019, a FURIA conseguiu mudar de patamar e chega com enorme favoritismo para assumir o protagonismo brasileiro neste ano. Com elenco entrosado e em plena sintonia na companhia da comissão técnica, os Panteras estão mais estabilizados e tendem a seguir uma evolução natural do individual e do próprio coletivo.

Sendo assim, por todo contexto envolvendo recentes campanhas, montagem do elenco e transferências das duas organizações brasileiras no atual momento, a FURIA larga na frente para conquistar mais campeonatos e subir no ranking da HLTV em 2020. No caso, a organização atualmente figura na 15ª posição, somente uma colocação de diferença para a MIBR.

Henrique “HEN1” e Nicholas “guerri” durante a StarSeries — Foto: Divulgação/StarLadder

Além disso, a FURIA possui um estilo de jogo mais leve e atualizado quando comparado ao da rival brasileira, que ainda continua superior, no papel, aos Panteras. Ainda assim, em uma situação de mérito por parte da FURIA e demérito da MIBR, a tendência para a próxima temporada é que a FURIA assuma, de forma natural, o posto de melhor equipe brasileira no ranking mundial e no próprio CS:GO.

Liderados por Kaike “KSCERATO”, que terminou o último ano entre os dez melhores no quesito K/D (eliminações/mortes) e é denominado, por muitos, o melhor jogador brasileiro do momento, a FURIA conseguiu emplacar campanhas superiores à MIBR em pequenos e grandes campeonatos em 2019. A título de exemplo, no vice-campeonato da ECS Season 7 Finals por parte dos Panteras, a MIBR foi eliminada na primeira fase com duas derrotas para North e Complexity.

Portanto, englobando todas as performances do ano passado e as pretensões futuras das duas principais organizações brasileiras no exterior, tudo indica que a FURIA seguirá o desenvolvimento espontâneo que aconteceu nos últimos tempos e assuma o protagonismo de ser a equipe brasileira a ir mais longe em 2020.

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