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Paysandu prioriza manutenção do elenco e não negocia contratações para a Série C durante a pandemia | paysandu

O Paysandu vem buscando formas para não deixar que a crise ocasionada pelo coronavírus afete de maneira significativa o planejamento do futebol profissional visando a busca pelo acesso à Série B do Brasileiro, principal objetivo traçado para a temporada. O presidente Ricardo Gluck Paul já havia dito à reportagem que o principal desafio era “blindar” o elenco de problemas como atrasos salariais, recorrentes no ano passado, para que o grupo chegasse forte na Terceirona quando a bola voltasse a rolar.

O GloboEsporte.com conversou com o diretor de futebol bicolor, Felipe Albuquerque, que falou da movimentação do Paysandu no mercado e das estratégias discutidas em conjunto com o técnico Hélio dos Anjos e o restante da diretoria para a competição nacional. Segundo ele, o Papão priorizou a manutenção do grupo que vinha disputando o Campeonato Paraense – e que tem contrato até o final do ano – e ainda não negocia com reforços para a Série C durante a pandemia.

Veja, abaixo, o bate-papo completo com Felipe Albuquerque:

Você ficou em Belém ou saiu da cidade durante a pandemia? Caso saiu, pra onde e como está sendo feito o trabalho?

– Eu fiquei em Belém por três semanas após a paralisação. Depois fui a Goiás ver minha filha e há duas semanas estou trabalhando do Tocantins, da casa dos meus pais. Todo o trabalho está sendo feito de forma remota, através de plataforma de videoconferência.

Como funciona o trabalho do diretor de futebol em meio à paralisação dos jogos?

– O trabalho de planejamento e monitoramento não para. Todos os dias atualizo o panorama da pandemia no estado do Pará e do Brasil. Tenho feito videoconferência todas as semanas da diretoria executiva com o departamento de futebol para analisarmos o cenário e as possibilidades.

“Aproveito este momento também para ver todos os protocolos de retorno que estão sendo implementados no mundo e discuto com o responsável pela área de saúde do clube”.

Na avaliação do diretor, o Paysandu foi prejudicado de alguma forma com essa paralisação?

– Nāo só o Paysandu, como toda a sociedade. A pandemia da Covid-19, além de ceifar muitas vidas, tem causado estragos no âmbito esportivo, econômico e psicológico que são imensuráveis. Ainda não foi possível diagnosticar o tamanho do estrago que esta pandemia irá causar no mundo.

Qual a posição do diretor de futebol do Paysandu com relação à volta aos jogos? Ainda é cedo? Existe alguma conversa no clube pra isso?

– Tenho conversado todas as semanas, desde a paralisação, com todas as pessoas competentes e não temos ainda nenhuma perspectiva de retorno neste momento. Estou acompanhando todos os processos de retorno no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais, mas entendo que nossa leitura tem que ser local.

Felipe Albuquerque afirmou que o clube bicolor ainda não negocia com reforços para a Série C — Foto: Jorge Luiz/Paysandu

O Paysandu está negociando com reforços pra Série C? Já há alguém fechado? Quantos devem ser contratados e quais posições?

– Neste momento o Paysandu Sport Club não negocia com nenhum atleta. Nosso objetivo foi a manutenção da equipe que montamos para o Campeonato Estadual. Mantivemos nossos 27 atletas e temos margem para contratarmos para o Campeonato Brasileiro da Série C.

“Já tínhamos o planejamento e o monitoramento executados, mas com esta paralisação entendemos que será necessário uma nova leitura após a intertemporada que teremos que fazer quando retornarmos”.

O clube deve dispensar atletas até a Série C, a exemplo do que vem fazendo outros times?

– Não está nos nossos planos nenhuma dispensa. Temos um grupo enxuto, com 23 atletas de linha e quatro goleiros. E dez destes atletas são oriundos das categorias de base do Paysandu.

“Nosso planejamento foi para uma temporada, portanto, todos os atletas têm contrato em vigor até a data prevista para o encerramento do Campeonato Brasileiro”.

Tem sentido o assédio de outros clubes em atletas do Paysandu? Caso sim, como vem lidando? Alguém pode sair dessa forma?

Até o momento não fomos assediados. Mantenho uma excelente relação com meus colegas de trabalho de outros clubes e isso é muito facilitado pela relação que construímos na Abex (Associação Brasileira dos Executivos de Futebol), lugar onde buscamos construir uma relação de transparência e troca de melhores práticas entre os clubes. Se surgir a possibilidade de saída de algum atleta, iremos tratar isso com muita clareza e profissionalismo.

Felipe Albuquerque pediu à reportagem para dedicar a entrevista ao seu primo Gilson Albuquerque, de 40 anos, que faleceu na última quinta-feira, em Belém, vítima da Covid-19.

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